Segundo Murilo Portugal, vice-diretor do FMI, a previsão de crescimento em 2010 de 1,9% deve ultrapassar 2% na economia mundial, graças ao crescimento das economias emergentes. O Brasil é uma delas e o Amazonas em ritmo de Copa do Mundo alimenta uma expectativa ainda maior. Os seguimentos da economia são desenhados pelas lideranças do Amazonas. Todos determinados a cumprir suas metas e garantir riqueza para os povos da Amazônia.
Carlos Santiago - Sociólogo
O cenário político do Amazonas será de extrema riqueza para o eleitor. Serão eleitos 24 deputados estaduais, 02 senadores, 08 Dep. Federais e o governador, além da eleição para a presidência da república. É a oportunidade de buscar novos caminhos ou seguir em frente. Os candidatos que estão em governos e (ou) que apóiam os governos municipais e do Estado saíram vitoriosos. Há um ambiente de melhorias econômicas, o que produz um ambiente positivo para quem disputa a eleição sendo governo. Há grandes investimentos públicos e muitas obras serão inauguradas em 2010, o que melhora ainda mais os índices de aprovação dos administradores públicos atuais. Isso dificulta a conquista de votos para aqueles que estão na oposição. Lembro que dos postulantes ao cargo de governador do Amazonas, quase todos são ligados a governos ou vinculados com a prefeitura, com o governo estadual ou da base de apoio ao governo LULA. Tudo indica que a renovação de lideranças vai ser difícil e demonstra que o parlamento terá renovação bem reduzida, quase nada. Não significa que não teremos confrontos ou conflitos de candidatos. É normal em eleição que muitos interesses estão em jogo. Agora, nada de novo, nada de diferente em um ano que começa.
Dr. Nelson Rocha - Superintendente do SEBRAE
Eu acredito que o atual cenário de recuperação da economia brasileira, com números de crescimento que, embora ainda tímidos, mas consistentes em relação à EUA e União Européia, mostra que o Brasil tem fatores macroeconômicos sólidos para ser um dos países que mais rápido e melhor reagiu ao cenário pós crise-mundial. Manaus como uma das sub-sedes do evento Copa 2014 gera uma grande expectativa de movimentação intensa da nossa economia, com a realização de importantes obras de infra-estrutura, com investimentos da ordem de R$ 6 bilhões de reais, (Monotrilho, a Arena Multiuso, ampliação do Aeroporto Eduardo Gomes, etc...) e alterando a própria dinâmica dos setores de comércio e serviços da nossa capital e, particularmente, criando bases sólidas para consolidar o Amazonas como um dos principais destinos turísticos do Brasil. Dados da SEPLAN informam que a expectativa é de que o evento eleve o PIB em 3% no ano de 2014 e propicie uma arrecadação de R$ 700 milhões em impostos, com a previsão de contratação de 100 mil pessoas.
Para tanto, o SEBRAE desenvolveu um conjunto de 7 projetos para o triênio 2010-2012, em sua primeira parte, que fazem parte do Programa COPA 2014, nos setores de turismo, comércio varejista, cultura e entretenimento e horticultura. Serão trabalhados nessa fase inicial do programa mais de 480 empresas formais com recursos da ordem de R$ 4,7 milhões de reais. A nossa intenção é trabalhar na capacitação de mão de obra, desenvolvimento de ações de mercado e melhoria da gestão dos empreendimentos.
Além disso, iremos desenvolver estudos sobre novas oportunidades de negócios para o segmento da indústria de brindes e de negócios relacionados ao meio ambiente (reciclagem), por exemplo. A realização do Censo Empresarial de Manaus, iniciativa desenvolvida pelo SEBRAE e que será entregue no começo de 2010, será fundamental pois, a partir daí teremos dados georeferenciados para apoiar a decisão de investimentos nos espaços do entorno dos locais de concentração dos eventos da Copa.
ISPER ABRAHIM - Secretário de Fazenda
O ano de 2009 iniciou sob ameaça de ser um dos mais nefastos para a economia mundial e, por conseqüência, para a economia do Amazonas que por estar concentrada no pólo industrial de Manaus se temia desestabilização por causa das contenções financeiras realizadas pelas maiores nações do primeiro mundo.
No entanto, o governo do Amazonas adotou medidas saneadoras sérias e consistentes que permitiram o equilíbrio da arrecadação e a manutenção do funcionamento das empresas o que conteve o desemprego e garantiu a continuidade dos investimentos em todos os setores como educação, saúde, obras, administração etc.
A isenção do IPVA para carros zero quilometro pelo período de três meses e de motocicletas durante todo o ano de 2009 e isenção do ICMS cobrado sob o consumo de energia elétrica pelo período de 90 dias além da campanha de anistia de juros e multa “Chance” que teve boa aceitação por parte da sociedade foram fundamentais para que o governador Eduardo Braga tivesse serenidade para conduzir suas ações sem ficar refém de uma desestabilização econômica que poderia levar a perdas incalculáveis e de difícil reparação.
Superamos essa fase com o apoio de todos os setores do estado que fizeram a sua parte ao cortar gastos e gerenciar com parcimônia os recursos públicos.
Em 2010, estamos otimistas em relação ao desempenho da economia, porém cautelosos à medida que o cenário mundial e nacional ainda não nos permite projetar crescimento representativo como vinha ocorrendo nos anos anteriores.
A Sefaz vem planejando e estruturando a modernização de equipamentos, investindo na capacitação de seus servidores e implementando novas ferramentas como a nota fiscal eletrônica e nota fiscal eletrônica avulsa que permitem eficaz controle das operações comerciais pelo fisco estadual, crescimento de arrecadação e estruturação de novos e importantes projetos para a sociedade amazonense.
GAITANO ANTONACCIO - Presidente da ACA
O mundo vem sendo surpreendido de forma ambígua, pelas transformações econômicas, financeiras e agora, como se fosse um novo movimento revolucionário ou cultural, temos as ambigüidades resultantes do meio ambiente. Veja nessa revolução ambiental uma luta contra Deus e o homem, onde o segundo perde sempre e acima de tudo extingue a sua fé. Os desastres do meio ambiente e o que ameaça acontecer no futuro é uma prova cabal de que ou se respeita o proprietário de tudo (Deus), ou Ele acaba com a natureza, a qual, numa prova insofismável de impotência, o homem é incapaz de criar.
Falar, pois, em crescimento num mundo em transformações, onde tudo pode acontecer e influenciar para o pior desastre ambiental, como se vem constatando na COP 15, de Copenhague é um risco, tal qual o de se criar uma nova teoria sobre relatividade, porque o homem acaba de criar um clone que ao contrário do humano, quando jogado no espaço, ele não cai. Sobe! Se os países desenvolvidos fizeram realmente o que sabem que é o certo para o consumo de uma população que duplica a cada 5 anos, sem contar os irracionais que acompanham este exército consumista, é possível se pensar em crescimento industrial, econômico e financeiro, talvez até chegando a 3%. Mas, se não se cuidar dos entraves internacionais que o meio ambiente indiscutivelmente causará ao crescimento e ao desenvolvimento, diante das grandes indústrias das grandes potências, poderá haver uma nova ambigüidade ou seja, uma parte do mundo crescerá e outra poderá ser destruída sob as ordens de Deus, incapaz de ser vencido pelo homem.
O Amazonas, localizado num mundo afastado e soberbo, gozando ainda de uma natureza invejável e rica, tem espaço gigantesco para crescer. E este crescimento vira como uma avalanche, difícil de ser travada pelos empecilhos dos grandes países desenvolvidos, porque é fundamental e necessário para o mundo, que o Amazonas seja ocupado como forma de se salvar o Planeta. Neste contexto regional ou estadual, a ACA vem estimulando a criação de novas empresas vem combatendo a informalidade com ações de esclarecimentos, assessoramento sobre as leis tributárias, burocracia, e colaborando com sugestões sobre turismo, pedindo mais atenção para o interior do Estado e reivindicando um completo mapeamento do setor comercial no Centro, bairros da cidade e em alguns municípios.
Indiscutivelmente e independente de ser um ano eleitoral, 2010 será um ano de grandes investimentos na construção civil, com vistas ao evento da COPA-2014, haverá a criação de novas indústrias, e a vinda para Manaus de grandes importadores, cadeias de lojas, novos restaurantes, além de outros segmentos nacionais e internacionais que buscam as regiões onde ainda existe espaço para crescer e desenvolver.
VALDEMAR PINHEIRO - Presidente da FACEA
Há confiança no setor produtivo – mais acentuada nos serviços, especialmente no turismo e comercio (aumento do poder aquisitivo pela qualificação da mão de obra).
O PIB do estado do amazonas será superior a 6%.
Como a base é pequena o segmento de agro negócios crescerá mais ainda (maturação dos investimentos do governo)
A taxa de câmbio nominal aumentará no máximo 3% a 4%.
A inflação será de +ou-4%
Os gastos públicos serão superiores a 5% do PIB
O acesso ao crédito continuará nos patamares de hoje
O custo (selic) também permanecerá como 2009 (+ou- 8,75%)
O setor privado deverá investir mais em tecnologia e diversificação, e a capacidade instalada deve aumentar.
As margens de lucro serão menores.
O endividamento de longo prazo do estado será elevado. Estamos aproveitando a oportunidade e encaixando investimento em algumas prioridades ( exemplo: transportes e hotelaria e segurança. É uma antecipação da nossa capacidade de investir – aproveitando a oportunidade/copa. Para nossa “geração”, é ótimo, para a “próxima”, a que vai pagar, só o crescimento sustentado (com retorno adequado dos investimentos antecipado, vai confirmar se acertamos ou se o “preço ficou muito caro”.
Politicamente, o governador Eduardo Braga é o “grande eleitor” – e marcará toda tendência.
João Barbato - Superintendente do Studio 5 Festival Mall
Eu acredito num crescimento maior do que esta perspectiva de 2%, para o ano de 2010. Apostaria em um número próximo de 6% a 8%, tendo em vista a recuperação de nossa economia, a estabilização de nossa moeda e principalmente, o início da fase de estruturação de Manaus, como futura sede da Copa do Mundo de Futebol de Campo de 2014, da FIFA, onde nossa cidade começará a receber um número maior de turistas, sejam estes a negócios ou a lazer.
Conforto, a segurança e a praticidade de resolver todos os seus problemas em um só local, fazem dos shopping centers um local de preferência dos Manauenses. Agregamos a estas justificativas as áreas de lazer e as praças de alimentação, que hoje em dia substituem as praças e parques de antigamente, que além das vantagens acima citadas vislumbram preços competitivos, além de campanhas e promoções com grandes recompensas.
O mercado de shopping center em Manaus vem tomando um vulto considerável e com isso o aperfeiçoamento das operações, o cuidado com os detalhes na prestação dos serviços e as campanhas mais agressivas, tornam este ambiente cada vez mais atrativo. A grande tendência é respeitar os anseios dos clientes existentes e da população em geral(clientes em potencial), com ações que agregam valor e destaquem um diferencial a ser percebido. Campanhas com foco em ações sociais, recompensas pela preferência (fidelização) e principalmente respeito ao meio ambiente, com ações de economia de papel, energia e água, coleta seletiva e associações a ONG’S com foco na preservação da natureza terão um maior destaque para os próximos anos.
Responsabilidade social.
Quais os projetos e investimentos futuros?
Os projetos e investimentos do Complexo Studio 5 (Mall e Centro de Convenções) vem se desenrolando ao longo destes últimos 05 anos, onde já podemos conferir a existência e funcionamento da Cia Athletica, do Hotel Sleep Inn e brevemente a inauguração de mais um hotel, da bandeira Holliday Inn. Recentemente tivemos um grande investimento, com a climatização de nossa plenária para shows e eventos e para o próximo ano, teremos investimentos na ampliação de nosso pavilhão de feiras, criando possibilidades para grandes shows, feiras e eventos, com estrutura compatível a dos grandes centros.
Com estudo de viabilidade e pesquisa de satisfação nas mãos, o projeto de ampliação do Studio 5 Festival Mall esta sendo devidamente estudados e avaliados, para as tomadas de decisões e avaliação dos custos da obra. Não existe uma data, porém, uma forte intensão de realizá-la.
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